O último painel Destinos, Atrações e Receptividade trouxe prefeitos e representantes de cidades que recebem cruzeiros para falar dos benefícios que o setor traz e do desafio de atrair mais cruzeiristas. De acordo com estudo realizado pela CLIA Brasil e FGV, o impacto econômico médio gerado por cruzeirista nas cidades de escala é de R$ 515 e, a cada grupo de 15 pessoas viajando de navio, um emprego também é criado.
Balneário Camboriu, que estreou como destino de cruzeiros em 2017, deve receber mais de 120 mil cruzeiristas na próxima temporada, com impacto econômico de mais de R$ 61,3 milhões. “O destino se consolidou com um trabalho de parceria com a iniciativa privada, com o poder público pronto para encurtar barreiras”, explicou o prefeito da cidade, Fabricio Oliveira, que tem trabalhado em parceria com a vizinha Porto Belo, que chegará a 18 escalas na próxima temporada, gerando R$ 19,8 milhões para a cidade. “Investiremos R$ 400 mil na dragagem do píer para receber o MSC Seaview e na temporada seguinte iremos investir R$ 700 mil na renovação do píer”, contou o prefeito Emerson Stein.
Para o prefeito de Ilhabela (SP), Marcio Tenorio, o planejamento estratégico tem sido o segredo do crescimento da sua cidade no setor. “Profissionalizamos a Secretaria de Turismo e criamos uma nova marca para a cidade. Estamos implementando uma marina pública e um receptivo de navios no centro da cidade”, disse. E planejamento também tem sido o segredo de Búzios para chegar a uma expectativa de 179 mil cruzeristas na próxima temporada. “Temos um plano de gestão até 2024 e vamos fazer melhorias como a construção de mais quatro piers, placas em oito idiomas, áreas com wifi para tripulantes e cada vez mais ações para atrair os cruzeiristas para voltarem para a cidade na baixa temporada”, explicou o Secretário de Turismo, Augusto César.
Já Santos (SP), que deve receber 265 mil cruzeiristas na próxima temporada, pretende retomar sua vocação turística, de acordo com a Secretária adjunta de Turismo, Wania Seixas. “Temos uma excelente infraestrutura, somos uma cidade histórica e temos um lado cultural muito forte”.
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