Os Cruzeiros Marítimos movimentam e ajudam a desenvolver as economias dos destinos visitados, influindo diretamente na expansão dos negócios ligados ao turismo, abrindo oportunidades de emprego e fontes de renda e propiciando a melhoria da infraestrutura de serviços. Entre os setores mais beneficiados estão restaurantes, bares, lojas, serviços de receptivo e taxistas.

De acordo com a CLIA ABREMAR BRASIL (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos), o gasto médio de cada hóspede que viaja nos navios da temporada 2014/2015 é de US$ 100 – ou R$ 285 – cada vez que desembarca em uma cidade-escala.

Levando em conta esse valor, a cidade do Rio de Janeiro arrecadou, somente entre o sábado de Carnaval e a quarta-feira de Cinzas, mais de R$ 3,87 milhões em gastos de turistas dos navios. No mesmo período, Salvador recebeu R$ 3,7 milhões. O maior volume desses gastos se divide entre comércio varejista (souvenirs e presentes em geral), alimentos e bebidas, transporte e passeios turísticos. No total da temporada, essas cidades, que estão entre as mais visitadas por navios na costa brasileira, deverão arrecadar R$ 54,52 milhões e R$ 48,8 milhões, nessa ordem.

E o fomento também é percebido fora do País: nessa temporada, mais de 192 mil pessoas passarão por Buenos Aires, na Argentina, a bordo de 99 viagens de Cruzeiros Marítimos; 149 mil passarão por Montevidéu, no Uruguai, em 52 roteiros; e 123 mil irão para Punta Del Este, também neste país, a bordo de 48 cruzeiros. Se considerarmos o gasto médio do cruzeirista, esses destinos arrecadarão, respectivamente, R$ 54,8 milhões; R$ 42,6 milhões; e R$ 35,16 milhões.

A temporada brasileira de Cruzeiros Marítimos teve início em novembro de 2014 e a previsão é de que transporte, até maio deste ano, 640 mil turistas na oferta total de leitos de seus dez navios e 614 mil turistas na oferta de leitos baixos.