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Cruzeiros pelo mundo em 2018: setor deve investir US$ 8,4 bilhões em novos navios, 25% a mais que em 2017

2018 representará um ano de grandes saltos para o setor de Cruzeiros Marítimos. A chegada de 16 navios e, consequentemente, 34 mil novos leitos, mostra a capacidade de crescimento do segmento, que espera um total de 90 novas embarcações até 2023, com mais de U$55 bilhões em investimentos.

Essas novas construções chegarão com muitas características de ponta que incluem avanços ambientais como o primeiro navio de cruzeiro totalmente equipado com GNL (AIDAnova) e um navio de expedição (Roald Amundsen) que pode navegar por períodos curtos com energia a partir de células de combustível silenciosas e sem emissões de gases.

Um dos navios mais esperados do ano é o Celebrity Edge que trará ambientes, instalações, serviços e programação, que convergem em um conceito de transformação, mutação: um espaço é de dia de uma forma e de noite assume outra concepção. Suas primeiras saídas estão previstas para dezembro de 2018.

Outro navio bastante aguardado é o Symphony of the Seas, que possui 362 metros de comprimento e capacidade para receber cerca de 8.704 entre cruzeiristas e tripulantes. Com uma tonelagem de mais de 227.000 GT, tem 17 decks e 2.745 cabines e suítes em 43 categorias.

O Brasil segue na busca por uma parcela desse crescimento, que pode trazer grandes benefícios para a economia nacional, como a geração de empregos, já que, a cada 12 cruzeiristas, um novo posto de trabalho é gerado no país. “Temos muito trabalho para 2018 em busca de competitividade para não só mantermos os navios que aqui estão, como para atrairmos outros. Precisamos diminuir os custos envolvidos para níveis médios internacionais. Sem contar o investimento em infraestrutura, novos destinos e mudança na regulação. Por fim, tratar sobre os impostos, que são altíssimos, mas que algumas poucas ações de diminuição da carga tributária são compensadas pelo aumento de navios na nossa costa”, disse Marco Ferraz, presidente da CLIA Brasil.

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